Vídeos sobre mitose e meiose

Olás,

depois de uma tentativa frustrada de passar um vídeo de uma célula sofrendo mitose, posto aqui como prometido. Os demais estão logo abaixo. Dar uma olhada no youtube é sempre bom! Sei que em inglês não é nada fácil, mas muitas vezes uma imagem fala mais que mil palavras…

 

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Benedetti vs. Obama

Eis que chega ao Brasil o dito “homem mais poderoso” do mundo. Sem desmerecer a grande conquista de os estadunidenses terem eleito o primeiro presidente negro, a era Obama pouco mudou a postura de seu pais no cenario internacional.

Alguns brasileiros ficaram indignados com os rios de dinheiro (nunca disponiveis para melhorar a vida da população) gastos na luxuosissima recepção do presidente. O que aconteceu? treze prisões absolutamente injustificadas.

Por essas e outras, fico com o Benedetti e o Latuff.

Egemonia

(Mario Benedetti)

A potência hegemonica

nos deixa pouco espaço

quase nenhum futuro

não obstante

todavia

ninguém pode me proibir

que lhe tire a letra H

e a traga para casa

(pelo menos é muda)

e a encerre na jaula

com o loro

e o loro

tagarela a perturbe.

Texto do 2o ano e vídeo classificação

Dupla calcula custo de mapear espécies

Para descobrir animais ainda desconhecidos da Terra, seriam necessários R$ 430 bilhões, afirmam biólogos

Problema maior talvez não seja financiamento, mas falta de cientistas capacitados para a tarefa de descrição

Bruno Pimenta/Divulgação

‘B. pitanga’, espécie encontrada recentemente no Brasil

REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE CIÊNCIA

Descobrir e descrever formalmente todas as espécies de animais ainda desconhecidas custaria um pouco mais do que o PIB (Produto Interno Bruto) de Portugal: cerca de R$ 430 bilhões.
A conta, feita por uma dupla de biólogos da USP, está repleta de incertezas (a começar, claro, pelo fato de que ninguém sabe, afinal, quantas espécies ignotas ainda existem por aí). Mas é um dos primeiros cálculos detalhados a abordar o custo do desconhecimento humano sobre a biodiversidade.
“Claro que é uma estimativa. Queremos estimular a discussão, não tanto sobre o dinheiro, mas sim sobre a importância da taxonomia [área responsável por descrever espécies e estudar as relações entre elas]”, diz Antonio Carlos Marques, do Departamento de Zoologia da USP.
Marques assina, junto com Fernando Carbayo, o artigo que descreve a conta na revista científica “Trends in Ecology and Evolution”. Eles são especialistas na diversidade de espécies de cnidários (grupo das águas-vivas) e planárias (vermes achatados), respectivamente.

MILHÕES
A dupla partiu das estimativas mais recentes sobre o total de espécies de bichos planeta afora, que propõem algo como 2 milhões de criaturas já batizadas com nome científico e 5 milhões de animais desconhecidos.
“Existem vários jeitos de fazer essa estimativa”, diz Marques. Um deles envolve isolar uma única árvore amazônica e fumigá-la com inseticida até que todos os bichos que a habitam desabem.
O especialista faz a contagem de corpos e vê quantos pertencem a espécies conhecidas. Quando se multiplica o que sobra pelo número de espécies de árvores, chega-se ao possível número total de animais desconhecidos.
“Outro caminho é olhar como avança a curva das descrições de espécies ao longo do tempo”, explica Marques. “A curva é bastante heterogênea, mas a gente consegue usar ferramentas estatísticas para mostrar que a curva ainda está subindo, ou seja, o ritmo de descrições ainda está aumentando.”
O passo final da conta foi estimar os custos a partir do que um taxonomista brasileiro típico gasta ao longo da carreira. Em média, esses biólogos descrevem 25 espécies durante sua vida científica, com orçamento per capita de R$ 165 mil por ano. A média nacional é representativa porque o Brasil é um dos países mais ativos na pesquisa taxonômica atual.
É nesse ponto da conversa que, para os pesquisadores, fica claro que o problema não é nem de longe só a falta de dinheiro. Com o número atual de taxonomistas, a tarefa de descrever todas as espécies de animais só seria concluída em 360 anos.

APRENDIZ DE FEITICEIRO
“A questão é que leva muito tempo para formar um bom taxonomista. É como aprendiz de bruxo: o mestre só consegue acompanhar um bruxinho por vez. Eu tenho 41 anos e ainda não me considero um taxonomista maduro”, diz Marques.
O que ele responderia se um financiador aparecesse com o valor completo da noite para o dia? “Obrigado, não quero esse dinheiro”, diz Marques. “A falta de gente preparada [para descrever as espécies que faltam] é o maior impedimento.”
O biólogo reconhece que é difícil demonstrar a necessidade de descrever todas as espécies da Terra. “Mas, sem essa visão de conjunto, é como se a gente fizesse a leitura de um livro com um monte de páginas arrancadas.”

Fonte: Folha de São Paulo, 01 de março de 2011.